quarta-feira, dezembro 20, 2006

The Script

A minha grande paixão, meu vício, whatever... Agora tem endereço. Ninguém comenta aqui, imagine nesse (risos infelizes). Bom, eu fiz para mim, unicamente e exclusivamente. De qualquer forma, vou abandonar por um tempo meus lamentos e tratar do meu "vício", que se torna cada dia mais, viciante?

Se qualquer um quiser... não, ninguém vai querer.

The Script (sem fim, porém, em construção)

terça-feira, dezembro 19, 2006

Luzes

Luz de fim de tarde, meu rosto em contra-luz,
nada me distrai, nada me seduz.



Saí de casa à procura de ilusões
Coincidências e confirmações
Alguém com seu nome, alguma lembrança
Alguma palavra, aquelas canções
O mundo assim parece tão pequeno
E eu continuo tendo visões
Fiquei em casa a espera de nada
Nenhuma visita, nenhuma chamada
Ninguém com seu nome, nem sua feição
Nenhuma esperança, nenhuma canção
O mundo assim parece tão imenso
E eu continuo vivendo em vão

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Confessions

Sempre que eu penso em algo interessante e produtivo para escrever, o pensamento logo me some e eu fico à ver navios e uma tela em branco. Escrever é parte da metade que eu sou, sendo assim, escrever preenche a metade vazia. Talvez seja a mesma idéia tola de todo primeiro parágrafo: pensar no título após o ponto final. Que seja assim, sem título.
Eu sempre gostei dos detalhes. Sim, das ínfimas peculiaridades que passam despercebidas. Não, o porquê eu não sei. Em um filme, por exemplo, ninguém observa os detalhes, eu sim. É algo incontrolável e de um prazer imensurável, ao mesmo tempo. É quase como cometer um crime. Roubar da vida o máximo que ela oferece. Como nas fotos antigas dá até pra sentir o cheiro do café fresquinho. Sensitiva ou um pouco louca demais (who cares?). Da mesma maneira que eu sempre gostei da madrugada, vista só por mim, lá da varanda. Só eu acordada enquanto todos dormem. Imaginando cada sonho, cada desejo se perdendo nos travesseiros, nas cobertas dessas almas encobertas. Só eu acordada e pensante. É, eu sou amante da noite, assim como sou amante do dia, e da esperança renovada a cada amanhecer. Vai me entender.
Então que seja confissão, assim, sem desfecho. Porque tudo isso foi um pretexto para te enrolar até aqui.
Será que eu consegui?

domingo, dezembro 10, 2006

Madrugada

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Sozinha na madrugada
Escuto na vitrola o chão de estrelas
Olhando na vidraça aquela chuva
E minha alma esquecida escuta o céu de pedras
Sozinha na madrugada
Não tenho relógio no meu pulso
Saudade de nada
O instrumento é o violão
Desejava tocar as cordas do teu coração
Sozinha na madrugada
O amor e a chuva são como agulha e linha
Quase uma coisa só
E minh'alma se costura na sutura da solidão
Da chuva, do violão
Da linha, do relógio
E as estrelas lá do chão
Não sei a que horas giram na vitrola
Saudade de nada
Ainda é madrugada
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quinta-feira, dezembro 07, 2006

The Dreamers

E foi assim: o sol tocava a face dourando seus cabelos desajeitados, quando ela pôde perceber que iria sentir falta dele. Ah, o tempo passou tão depressa. Eram só balas de morango e chicletes de menta; a vida nunca foi tão doce. Eram piadas velhas e filmes que ninguém assistiu; risos despreocupados. Era futuro, era presente, era ausente; estava sempre ali. Eram diferentes, eram iguais; eram confidentes. Eram mentirosos, eram verdadeiros; eram sinceros. Eram só quarenta minutos, com aquele gosto de eternidade. Porque ela sempre quis que a viagem durasse um pouco mais, ou até chegar na ponte do "see you", sempre com sorriso, sempre sem dizer adeus.
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Ele era a alegria, ela era a tristeza. Ele era ação, ela saía ilesa. Ele era vento, ela era areia. Ele era verão, ela era inverno. Ele era jazz, ela era blues. Ele era Brasil, ela era Europa. Ele era agora, ela era depois. Ele era, ela era... e o equilíbrio era quase um defeito.
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Me parece, que o filme chegou ao fim e ele nunca terminou a viagem. Só ela, sempre sozinha, sempre esperando o ônibus chegar novamente.
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E foi a última vez que ela viu sol iluminar seus cabelos bagunçados. See you. E os olhos dela o acompanharam até ele sumir dobrando a esquina. A Esquina do Para Sempre. Ela terminou a viagem, e sentia seus ombros pesados, os olhos encharcados de lágrimas. Era ele dentro do peito, batendo triste, dizendo adeus. As lágrimas não pararam de cair.
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Porém, dessa vez ela sabia, que não estava sozinha.
Ah, tanta, tanta, tanta saudade do menino.
You, light of darkest days.

domingo, dezembro 03, 2006

Falling in Memories

Andei pensando em felicidade. É, aquele conforto súbito e momentâneo que dá na gente, em mim, na barriga. Andei pensando no tempo. Toda vez que eu escrevia a data em alguma das malditas provas semestrais, eu me assustava. Ficava poucos três eternos minutos parada, olhando pra folha, perdida em um daqueles momentos - meus momentos de felicidade. Então, de repente, nostalgia e mais três minutos, juntamente com dez questões não respondidas. Ah, Gabriela, você é só decepção. E coisas assim, do cotidiano, que me fazem esperar flores e um futuro melhor. Coisas a mais, dos dias iguais e dos risos semanais nas terças-feiras de manhã. Coisas que ninguém entende e que eu não preciso explicar.
A verdade é que eu estou ficando velha. Suspiros de quem acorda implorando para que o dia termine logo. Suspiro aliviado de uma alma tão seca quanto as folhas do livros que eu leio desesperadamente. Suspiro que a minha vó fazia só pra mim, afinal, neta mimada. E tudo assim, do passado, do presente e de um futuro próximo. Tudo que eu queria mudar, tudo que eu queria esquecer... faz parte de muita coisa que eu lembro todos os dias, como chingar o cachorro, reclamar do cabelo e não retornar telefonemas.

Por enquanto, esquecendo de dormir.
Porque eu queria mesmo acordar diferente.
(seja lá como esse "diferente" seja)

quarta-feira, novembro 29, 2006

Away

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber
Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando enquanto o tempo me deixar...







Façam dessas palavras, as minhas.
Cansei, sabe? E agora eu vou pra lá.
Pra onde quer que o destino me carregue.

segunda-feira, novembro 27, 2006

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He makes me want to be different. Better.
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Larguei o livro lá na varanda e vim correndo pra cá. Porque quando a noite não me prende, o pensamento vai direto até você. Antes que esse momento acabe, ao menos uma frase do "tudo" eu precisava te dizer. "Você precisa parar com isso, menina". Então a música se agita ali adiante, o sorriso se mistura em lágrima... e eu já não sei mais pra onde ir, pra onde voltar, quando tudo que eu quero é ficar.
você aqui e eu ali... me observando, esperando a música acabar.

sábado, novembro 25, 2006

Yooou!


Ela sentou-se onde queria, parecia que sorria, parecia não se importar.
Ela pareceu importante, eu mesmo só precisei de um instante, para me apaixonar.
Ela pareceu tão errada, tão acomodada, que eu decidi me aproximar.
Ela só observava, eu já não sabia onde estava, não sabia como voltar.
Ela me olhou nos olhos, eu acordei, e novamente eu sonhei, com a garota daquele jantar.








Desde aquele dia eu não durmo.
"Foi só uma garota, isso é besteira."
Abrindo e fechando a geladeira, a noite inteira.








Ah, você.
Como resistir a você?

quarta-feira, novembro 15, 2006

Suspiros

Respirei fundo e ouvi a velha jactância do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou. E por um momento, quando eu te vi perdido e querendo voltar, eu fui mais forte. Não volte, meu bem. Lembre-se que o Bolshoi nunca deu bis. É comum abrir mão de algo na vida, com a intenção de não se perder tudo. Tudo assim, escapando pelos dedos, como as lágrimas daquele nosso lago.
O tormento mora aqui, dentro do peito. Tem dias que eu esqueço dele, mas... tem dias que a gente se esquece. Frio. Lágrimas. Pedras no lago. E lá vamos nós, deitar no sofá e olhar para o teto - o teto colorido dos sonhos impossíveis. Mas agora, que o nosso mundo se partiu em mil pedaços, eu durmo sob as estrelas. E nada me impede a vista da lua brilhante.
Vê? A esperança morta que não brotava no jardim desse abismo, agora floresce; brota amor desse chão sofrido, do coração gasto. Da lembrança, o sorrir; não de lamento, mas de saudade.
É de suspiro que se reinventa a vida, meu bem.











E não há problema quando a chuva sorri.
Dança a menina de mãos dadas com o destino.
Afinal, a estrada não é só o que se vê.

domingo, novembro 05, 2006

Largada

Talvez seja essa a questão. Ser doce e excêntrica. Invisível! Àqueles dos mundos das coisas grandes. Só pra eles. Daquela certeza crônica que você carregava com as suas idéias nonsense. É, ela desapareceu com "all that we can't leave behind". Assim, por hoje, enquanto a gente esquece de lembrar. Porém, uma hora ou outra, você se pega dobrando a esquina esperando encontrar a chuva, ali, abrindo e fechando, sorrindo.
Aí, só porque você já passou de ano, já bebeu bastante, já chorou também, o ano terminou, sabe? Você só quer que chegue sem demora, de verdade, "um feliz ano novo", pra cometer os mesmos erros (ou não); ou só pra ser mais um ano.
Mas, menina, largada ou não, você é o que você é, porque você é invisível assim. E tanta solidão numa só mão, é raro, mas é bonito. Respirar te faz bem, porque você consegue, mesmo, esquecer das coisas por um tempo, e muito provavelmente, pelo resto da vida.
"Eu queria ser só pó e bons-modos-falsos", confessa pra si mesma. Não dá. Cabe muito mundo no seu mundo e você só precisa se encaixar no abraço do tempo. A gente se corrige ano que vem, meu bem.
Daquela.
A boneca de pedra que podia pular.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Falling Away

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I'm falling away, with you.
Time will heal your wounds.
I'll see you through.
I'm falling away... with you.

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É sim, só o tempo.

Todos os anos são sempre iguais.
A gente leva flores e fica o dia todo pensando na morte.
Mas hoje... eu acordei querendo viver mais, e então, pra sempre.





I'm still waiting a chance.

sábado, outubro 28, 2006

See you.




Saudades do fotógrafo (o meu).




Lembranças do passado
(o nosso).




Hoje eu acordei sentindo cheiro de hortelã.
Lembrei das noites torturantes. Aquelas, insuportavelmente frias, que me via obrigada a adormecer apenas com a doce lembrança do seu perfume. Lembrei das manhãs ensoloradas (como hoje), que eu me perdia no sorriso, me encontrava no abraço. Lembrei dos filmes, do inverno, de folhas secas e chocolate, de sorvete e cobertor. Lembrei daqueles olhos escuros, da calma que me trazia. Foi aí que eu parei, antes de entrar no futuro.
Agora, você faz parte da minha experiência de morrer. Me empanturrei de sonhos e vontades - as mais malucas, você sabe - guardei na mala tudo que foi. Preciso sair vida à fora e deixar toda essa tristeza para trás. Felizmente, numa cidade, podemos sempre chamar um táxi e seguir sozinhos, desejando que toque depressa para o próximo intervalo.

Da nossa história só sobrou, a saudade que ficou.

See you.

Prazeres

Sem você, as emoções de hoje seriam apenas uma pele morta das emoções do passado.
É o fabuloso destino de uma jovem moça (jolie), que quando criança não manteve relações afetivas. Com o tempo, tudo se tornou tão morto e cinza, que ela preferiu sonhar com a vida, e só vivê-la depois.
Não, você não tem ossos de vidro. Portanto, você suporta a vida e suas dores. Não perca essa chance. As oportunidades passam por você, como estranhos no metrô, e você fica aí, olhando o tempo e os passos apressados de estranhos que você, provavelmente, nunca mais verá.
A vida é um teatro de amadores que jamais será revisado.
- Ela está apaixonada, imbecil!
- Como? Eu não a conheço.
- Ah, conhece, sim!
- Desde quando?
- Desde sempre... dos seus sonhos.
Mas eu encontro um lago e nele jogo pedras - por horas, por horas.
Porque quando o dedo aponta o céu, o imbecil olha para o dedo.
(mesmo assim, às vezes eu me perco, não sei dizer quem é ela ou quem sou eu)
Prazeres, Amélie Poulain.

domingo, outubro 22, 2006

Às vezes, nada faz doer mais aqui dentro.
E me vem aquela cena, de mãos trêmulas, corações acelerados... e de repente, alguém se levanta e vai embora.
Deixou só esse espaço vazio.
Nos meus dias perdidos, sua mão fria me aquecia; era a mais gostosa de segurar.
Com certeza, nada dói mais do que te ver partir.
Acorde quando a chuva bater na janela, sinta o gosto ácido de arrependimento na boca.
Está contigo desde que você me disse adeus.
Assim, a chuva que escorre pelas paredes, acompanha a melodia das lágrimas que rolam pela sua face; e neste dia, você vai me desejar ao seu lado.
Será tarde, meu bem.
Será tarde.

domingo, outubro 15, 2006

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A menina com jeito de flôr desperta, descansada. Naquela manhã cinzenta de primavera, eu ví através de seus olhos marejados de lágrimas: ela, finalmente, sorria por dentro.
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domingo, outubro 08, 2006

Garantias

Encontrei perdida no fundo falso da gaveta da velha escrivaninha, uma nota fiscal que dizia: Garantia de um ano. Coincidência (ou não) era de outubro do ano passado. Caminhei até a varanda, pra pensar e lembrar, de como era a minha vida antigamente. Nada mudou. É ruim, mas é bom, nunca gostei de mudanças. Mas aí, a voz que saía dos fones disse: I'll keep you locked in my head. E eu vou manter todas as lembranças "boas ou ruins, não importa, mas que dão aquela saudade de dor no peito", dentro da minha cabeça. Always, right?
Voltando ao início, as pessoas poderiam aparecer assim, com garantias e validades. Imagine, seria tão fácil. Tipo, olha, esse cara aqui só vai ficar na sua vida por seis meses, desencane! Mas aquele ali... ah, aquele poderia te amar pra sempre. Aquele estranho? Esse mesmo.
Realmente, não faço questão de me imaginar daqui um ano. Posso estar em frente a Torre Eiffel, escrevendo sobre o cheiro e o gosto das coisas no exato momento em que elas acontecem. Posso estar no colégio, estudando como louca pro simulado de fim de ano. Mas a vida... a vida é como uma caixa de chocolates: nunca se sabe o que vai encontrar.
São escolhas, sem garantias. Arrisque, ou espere que as lágrimas caiam e te molhem inteiro.
Mas os domingos sempre terminam assim. E eu, mergulhada nos pensamentos.
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"A eternidade é o estado das coisas neste momento." CL

sábado, outubro 07, 2006

Lembranças Esquecidas (ou não)

LS: Você tem que aprender de uma vez: a vida destrói um caminho para apontar outro.
GR: Então espero que ela saiba escrever ou desenhar.
LS: Falo sério. É assim que as coisas funcionam.
GR: Estou tão cansada disso.
LS: Eu sei como é. Nós passamos pelas mesmas coisas, em dimensões diferentes.
GR: Mas acaba sempre tudo igual. Isso tudo cansa.
LS: A culpa é toda sua! Você deveria viver ao meu modo.
GR: Ha-ha. Queria que eu fumasse, bebesse, jogasse video-game o dia inteiro e me isolasse do mundo?!
LS: Pelo menos eu me distraio. Não passo as noites acordado assistindo HBO e chorando.
GR: Hãn... e foram só umas cinco vezes.
LS: Só se for cinco vezes por semana.
GR: Olha, não sei porquê perco meu tempo com você.
LS: Porque você não confia em mais ninguém.
GR: Isso é um defeito?
LS: Ah, você tem muitos defeitos.
GR: Acabei de me lembrar dessa sua sinceridade absoluta.
LS: Isso é um defeito?
GR: E dessa mania de repetir tudo que eu falo!
LS: Eu adoro te ver brava.
GR: Será que é porque você me deixa brava?!
LS: Você não saberia ser feliz se eu não existisse.
GR: Nada egocêntrico...
LS: Nós somos iguais, lembra?
GR: Nós nunca mudamos...
LS: O mundo pode rodar, nós continuamos no mesmo lugar.
GR: Por que não deu certo?
LS: Porque você sempre gostou dos caras errados.
GR: Então devo concluir que, nada mudou mesmo.
LS: Você sempre teve muitos defeitos, menina. Mas eu... eu vou embora.
GR: Até a saudade apertar de novo?
LS: A saudade nunca passa, por isso eu sinto falta de ar.
GR: Mas olha, se eu pudesse voltar no tempo, eu teria feito dar certo.
LS: Eu jamais teria deixado o tempo passar.

E acaba sempre tudo igual, sem começo, sem meio, sem final.
E ela promete não amar de novo. "Nunca mais".

terça-feira, outubro 03, 2006

Dom

Disseram-me que eu tenho o dom. Talvez seja o dom de calar-me quando preciso falar, e ao invés de sentir é mais cômodo escrever. Então falo só para mim (em voz baixa), tudo ou nada que o mundo precisa ouvir. As verdades só saem assim, nas entrelinhas. Não dá pra ser mais óbvio, ou dá? Vivo constantemente perdida em mundos paralelos. Não sei como cheguei, não sei como sair. As pessoas vivem perguntando o que acontece, por que eu não sorrio mais, por que não olho mais nos olhos, por que pareço tão distante.
"O amor transforma o homem."
Nada que eu disser, sentir, ou pensar será tão absurda, que qualquer filósofo ou poeta já não tenha falado, sentido, ou pensado. Então não me preocupo. O amor transforma sim, quando é sincero, quando é mútuo. Mas quando o amor não passa de um segredo, e a rejeição da única certeza, deve-se esquecer (ou tentar).
Meus pés não alcançam o chão, mas talvez estejam se aproximando. Não importa, eu parei de olhar pra baixo. Pois eu também tenho saudade do que não existiu, e dói bastante.



domingo, outubro 01, 2006

One more Year

É sim, meu aniversário.
Dezenas de recados respondidos, telefonemas... telefonemas, felizmente, atendidos.

Foi bom ouvir aquela voz de novo. Mesmo no último minuto, mesmo por poucos segundos, foi bom. Foi bom dizer aquele nome de novo, assim, no diminutivo, no fim das frases. Porque bateu aquela sensação de abraço, que mudava o tom das cores, e dos sonhos.


"Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chamar meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for...
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua..."